Arquivado em: Texto em versos
Como deixei me convencer
Por um rosto de pureza angelical
Que num olhar tímido e singelo
Escondeu-se um ser anticelestial
Ao tocar seus lábios
Me vi inflamar
Como pudera eu
Reistir em ser teu?
Em teu corpo suado
Cometi meus piores pecados
De nenhum pudor
Me vi censurado
Não pude e nem quis enxergar
Que no fundo dos teus olhos
Em um poço de desejos
Me pus a afogar
Porque, meu anjo, a mim confiou
Do teu corpo sentir o calor?
De provar teu sabor?
A pureza do teu amor?
Arquivado em: Texto em versos
Eu, que um dia possa ser teu – e te chamar de meu amor. Possa eu te ter, em meu ser, imortal. E te afogar em meus beijos, e descobrir o que há além do teu mudo olhar. E que os teus olhos, quando buscarem os meus, te declamem os versos que te escrevi. Que eu possa me envolver em teus braços, e sentir-me guardado. Que eu possa provar do teu sexo, e que quando eu provar, sinta o mais puro e único aroma. Que eu, por ser teu, seja invejado, cobiçado… Que eu seja você, e um dia, você seja eu.
Outro dia lembrei-me de dois amigos. E de quanto, hoje, estamos distantes…
Mudaram tudo, não vêem?! Não sei o quê e nem como chegamos aqui.
“Alcançaremos o sempre!”, dissemos. Sem sabê-lo finito, efêmero…
O que se já foi, perpétuo é. Isto conforta, ameniza a minha parcela de culpa.
Não é nosso direito isolar-nos à felicidade, apenas. Lha juramo-nos, certa vez.
Pena, já esquecemos.
