Arquivado em: Cotidiano
Algumas coisas passam despercebidas e inquestionadas por nossas vidas. Dificilmente temos respostas para tudo – talvez esse pensamento surgiu da minha falta de ter o que fazer ou de algo mais criativo para postar aqui – , ou nem nos damos ao trabalho de questionar algo. Estão aí coisas que me instigam e a outras pessoas também (há exemplos de outros blogs, enxertados com o meu ponto de vista), tenho certeza!
01. Por que, nas novelas, os personagens principais sempre fazem os caminhos mais complicados até que seu destino se cumpra e, mesmo sabendo como vai ser o final, a gente ainda as assiste?
02. Por que as pessoas insistem em fazer compras em épocas festivas sempre no último dia e reclamam que o shopping fica lotado?
03. Por que, quando alguém nos faz um favor, retribuímos dizendo “obrigado”? O agradecimento não deveria ser espontâneo?
04. Se toda regra tem uma exceção, qual é a exceção para essa regra?
05. Por que as pessoas correm na chuva se dessa forma elas acabam se molhando mais?
06. Qual é o sinônimo da palavra sinônimo?
07. Por que quando encontramos alguém perguntamos “tudo bem?” se já sabemos que a resposta é sempre a mesma, ou nuca estamos preparados para uma resposta contrária?
08. Por que todo mundo que é frio é também calculista?
09. Se o Pluto e o Pateta são cachorros, por que só um deles anda de pé e fala?
10. Por que algumas pessoas se abaixam dentro do carro quando passam pela porta da garagem?
11. Por que o Ronaldinho Gaúcho, com tanto dinheiro, não faz um tratamento dentário?
12. Por que as pessoas gritam no telefone quando estão ligando para longe, ou mexem-no ao ouvdo achando que isto vai melhorar o sinal?
13. Por que, quado acordamos alguém, sempre perguntamos se essa pessoa estava dormindo?
14. Se a laranja se chama laranja, por que o limão não se chama verde?
15. Por que as pessoas usam bermuda e blusa de manga comprida ao mesmo tempo?
16. Por que abaixamos o volume do rádio no carro quando procuramos um endereço pelo número?
17. Se Deus está em todos os lugares, por que olhamos para o céu quando queremos falar com ele?
18. Se o gato sempre cai de pé e o pão com o lado da manteiga para baixo, o que acontece se amarrarmos uma torrada nas costas de um gato?
19. Por que a gente se espanta quando descobre que nossos pais fazem sexo?
20. Quem disse que a carne de Chester é de Chester se ninguém nunca viu um? Eu, pelo menos, nunca vi.
21. Por que sempre assinalamos “Li e aceito os termos…” quando instalamos um programa de computador, se na verdade não o lemos?
22. Por que as pessoas cismam em comprar produtos tecnológicos recém-lançados, com preço astronômico, mesmo sabendo que eles vão ficar mais baratos logo, logo?
23. Como são os nomes de Chaves e Chapolin?
24. Por que as pessoas não deixam comentários em blog’s de anônimos?
Outro dia lembrei-me de dois amigos. E de quanto, hoje, estamos distantes…
Mudaram tudo, não vêem?! Não sei o quê e nem como chegamos aqui.
“Alcançaremos o sempre!”, dissemos. Sem sabê-lo finito, efêmero…
O que se já foi, perpétuo é. Isto conforta, ameniza a minha parcela de culpa.
Não é nosso direito isolar-nos à felicidade, apenas. Lha juramo-nos, certa vez.
Pena, já esquecemos.
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Em minhas andanças pelo mundo dos blogs, quando estou com o tempo livre no estágio onde trabalho muuuuuito (pense!), encontro muita coisa legal, muita gente que escreve bem pacas, alguns famosos e outros nem tanto. Mas o mérito está na escrita, nos argumentos, nas idéias…isso é o que mais conta.
Bem, no grupo dos blogs de famosos eu visito toda semana o Instante Posterior, de Bruno Medina músico da banda Los Hermanos e o de Zeca Camargo. São òtimos, recomendo a todos. No do Bruno, a postagem desta semana está muito boa, e eu decidi colocá-la aqui para que se tenha uma prévia do que se pode encontrar lá. E, claro, pelo tema que andava na minha cabeça por esses dias.
O amigo oculto
O ano era 1072 d.C. Nas gélidas terras da Escandinávia, uma brigada de soldados vikings se encontrava entrincheirada, aguardando, a qualquer momento, uma investida do exército inimigo. Em meio à escassez do rigoroso inverno, famintos e cansados, tudo o que conseguiram encontrar para lhes servir de alimento foi uma pequena presa, capaz de saciar apenas um dentre os dez homens.
Talvez sugeridos pelo efeito do arvak – um destilado semelhante à vodca – consumido em grandes quantidades para espantar o frio, ou apenas procurando um meio de aliviar o tédio e a permanente tensão, esses guerreiros nórdicos inventaram um novo – e para eles – divertido critério que pudesse determinar quem iria comer o porco selvagem: o comandante da tropa escolheria um colega para descrever, nos mínimos detalhes, e caberia aos demais adivinhar de quem se tratava. Aquele que errasse o palpite receberia um soco na cara de quem estivesse à sua esquerda. O soldado que descobrisse o nome mantido em segredo comeria o porco, mas, se o colega descrito acertasse o próprio nome,
deveria matar o homem que propôs o desafio. Nessa noite nascia o amigo oculto, que, felizmente, no decorrer dos séculos, teve suas regras reformuladas.
Tá bom, a história é invenção, mas eu sou a prova viva de que muitas vezes essa descontraída e aparentemente inofensiva brincadeira, ainda nos dias de hoje, pode acabar muito mal. Ah, o amigo oculto…. como seriam os finais de ano sem a tradicional possibilidade de ser constrangido em público, de receber um presente muito pior do que se deu e ainda perder um amigo?
Por que, dentre tantos colegas queridos, sempre escolhemos os papeizinhos em que estão escritos os nomes daqueles de quem menos gostamos ou com os quais não possuímos nenhuma afinidade? Pior ainda é quando somos sorteados por alguém que não nos conhece. No momento de ter o nome revelado para o grupo é claro que contamos com aquela rasgação de seda, faz parte, para levantar a moral e sair da festa se sentindo queridão.
O mínimo que se espera é uma descrição que realce nossas qualidades únicas e arranque palmas e lágrimas da platéia. Mas o discurso pode muito bem ser aquele manjado: “a pessoa que eu tirei é muito legal, apesar de eu não conhecê-la muito bem…”. Com uma descrição que se inicia dessa maneira, independente do desfecho, não há como ter vontade de levantar para receber o presente. Até porque você vai ter que abri-lo no meio da roda e, provavelmente, ter de fingir que gostou.
Certa vez presenciei uma amiga receber uma declaração de amor, com buquê de flores e tudo. Quando percebeu que o negócio era com ela, foi ficando vermelha de um jeito que achei que ela iria morrer. O sentimento do rapaz não era correspondido e ele sabia disso, então por que se submeter a essa humilhação pública ao melhor estilo “namoro na TV” ? O pior foi o silêncio pós-declaração. Isso sim é o que eu chamo de surpresa!
Assim como os nomes – amigo oculto, amigo secreto e amigo X (me juraram que no Espírito Santo se chama assim) – também variam as formas de realizar a brincadeira. Eu sou a favor de sorteios diferentes para amigo e inimigo oculto. Durante a faculdade, participei de pelo menos dois amigos secretos que quase acabaram como o dos vikings.
Num deles, o namorado da colega não gostou da descrição que fizeram dela. O apelido “irmã-caminhoneiro” soou mal, ele pediu explicação, o casal brigou e foi embora. A festa acabou em seguida. No ano seguinte, um grande amigo meu deu de presente à colega uma coleira de cachorro, em alusão às gargantilhas que ela costumava usar. Parece que o namorado também não entendeu e chegou a rolar uma discussão, felizmente sem socos na cara.
Para quem vai participar do amigo oculto da turma esse ano, deixo um importante conselho: não tente ser diferente ou fazer surpresas, diga o que as pessoas querem ouvir, é mais seguro. Caso no ato do sorteio você sinta que não vai ter o que dizer sobre a pessoa na hora H, melhor do que improvisar é fingir que tirou o próprio nome e pedir para escolher outro. Postado em 27/11/7.
Ah, além deste espaço, passarei a escrever para um outro blog que está sendo montado pelo meu círculo de amigos da faculdade, o Com censura.
Diógenes de Souza
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Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Sábado, 10 de novembro de 2007, casamento de minha prima Valdisney com Gesmárcio. Nomes bem exóticos, não sei de onde vem tamanha inspiração para tais, que ela nunca chegue em mim.
Festas como essa só tem um lado bom: a comida, e nessa teve bastante. Claro, algo tem que compensar o “meio-mundo” de gente chata, como primos metidos a besta que não olham na sua cara, filhos de primas sem- educação e sobrinhos desobedientes (” filhos, melhor não tê-los!”). Não esquecerei, jamais, do detalhe que me faz odiar festas em família: meus tios, irmão e pai que adoram cachaça! Cerveja, no caso. Nunca vi bebida mais plebe do que esta. Sim, meu afeto a ela não vem ao caso, e o problema não é eles beberem, mas o que eles fazem sob o efeito da bebida. Nada substitui um bom vinho chileno em taça de cristal…
Mas, voltando aos alcólatras, eu fico – a cada festa – mais curioso em descobrir o tamanho real da bexiga humana. Sim, muito curioso mesmo! Isso é fundamentado na observação participante em que presenciei pois, eu vi com meus próprios olhos, cerca de 12 pessoas beberem, desde as 20h de um sábado, até às 16 horas do domingo, litros e litros de cerveja (ou seriam toneladas?) sem parar! Acredite nisso, eu vi! Mais de 17 caixas (estou sendo bonzinho nos cálculos, certamente foi mais que isto) de cerveja com garrafas com 600ml (17×24=408 garrafas! 408×600ml=244.8 litros/12=20,40 litros/pessoa) serem devoradas como se eles estivessem vendo-as pela primeira vez.
Pois é, além da curiosidade sobre a bexiga, eu me pergunto do fígado! Quando eu estava em São Paulo, na casa de uma tia, lembro de um comercial muito legal de uma universidade (acho que se chamava São Judas) em que uma estudante falava da importância do fígado para a nossa vida. Engraçado que, no final do filme, ela dizia:” portanto, quando você for desenhar um símbolo para dizer que ama alguém, não desenhe um coração mas, sim, um fígado”. Achei fantástico o comercial, e só citei porquê, ao contemplar a “beberrança” me lembrei dele e questionei a importância do fígado para esses meus parentes (se eles ainda o possuírem hoje, pois não os vi ainda depois da festa mas, meu pai está bem) .
O pior de tudo é que a cerveja, ainda, é uma forma de provar a própria masculinidade (sim, isto ainda existe!) ou a minha.
Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Digamos que posso até ser simpático a elas, pois é aí que eu consigo refletir sobre muitas coisas, e até ajudar na educação dos meus sobrinhos : “Olhe, se não estudar, você vai se tornar isto!” (em referência aos beberrões). Para o meu pesar, talvez eles um dia se tornem iguais pelos belos exemplos, e meu esforço seja inútil, mas pelo menos eu avisei, né? Porque eu, graças a Deus, não me tornarei igual. Eu juro pelo meu fígado!
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Cemitérios com corredores cheios. De gente, de flores, de velas… Pessoas chorando e relembrando os bons momentos que tiveram com seus entes queridos e que, hoje, já não mais fazem parte de suas vidas. Estes, já chegaram à única certeza que todos nós temos enquanto ainda nos resta fôlego: a de que um dia vamos morrer.
Não entendo, até hoje, o porquê de termos tanto medo de morrer e acharmos que estamos distante dessa hora. O homem teima em querer vida eterna, mesmo sabendo que seu fim pode chegar em alguns segundos e teima também em, só na hora da morte, fazer o que já deveria ter feito antes. Não deixemos nada para depois, o depois talvez nem chegue.
Enfim, apesar de ser um dia tão nostálgico para alguns, este, para mim, representa o nascimento – ou surgimento, se você preferir – deste novo espaço. Há quase um ano entreguei-me à vida de blogueiro, mais um em meio há milhares que clamam, diariamente, por um comentário que eleve qualquer auto-estima ao pico da glória pessoal e o faça se sentir empolgado a escrever mais e mais…
O nome e a imagem do cabeçalho pode soar um pouco triste ou deprê. E foi exatamente por isso que eu os escolhi. Justamente porquê, naquelas horas em que me encontro sozinho e tenho uma caída de ânimo é que me vem a inspiração e, então, me ponho a escrever. Mas não necessariamente coisas que reflitam este momento tão melancólico.
Primeiramente, vou transcrever o que já havia sido postado no outro espaço e, gradativamente, colocar coisas novas que estavam só esperando este novo lugar.
A todos, minhas boas-vindas! Espero que este blog me ajude naquilo que coloquei como meta em minha vida pessoal e profissional.
Sintam-se cumprimentados, da melhor forma!
Diógenes de Souza


