Primeiros Passos


Perguntas que ninguém me responde.
Dezembro 25, 2007, 10:04 pm
Arquivado em: Cotidiano

Algumas coisas passam despercebidas e inquestionadas por nossas vidas. Dificilmente temos respostas para tudo – talvez esse pensamento surgiu da minha falta de ter o que fazer ou de algo mais criativo para postar aqui – , ou nem nos damos ao trabalho de questionar algo. Estão aí coisas que me instigam e a outras pessoas também (há exemplos de outros blogs, enxertados com o meu ponto de vista), tenho certeza!

  01. Por que, nas novelas, os personagens principais sempre fazem os caminhos mais complicados até que seu destino se cumpra e, mesmo sabendo como vai ser o final, a gente ainda as assiste?

 02. Por que as pessoas insistem em fazer compras em épocas festivas sempre no último dia e reclamam que o shopping fica lotado?

 03. Por que, quando alguém nos faz um favor, retribuímos dizendo “obrigado”? O agradecimento não deveria ser espontâneo?

  04. Se toda regra tem uma exceção, qual é a exceção para essa regra?

 05. Por que as pessoas correm na chuva se dessa forma elas acabam se molhando mais? 

06. Qual é o sinônimo da palavra sinônimo?

07. Por que quando encontramos alguém perguntamos “tudo bem?” se já sabemos que a resposta é sempre a mesma, ou nuca estamos preparados para uma resposta contrária?  

08. Por que todo mundo que é frio é também calculista?

09. Se o Pluto e o Pateta são cachorros, por que só um deles anda de pé e fala?

10. Por que algumas pessoas se abaixam dentro do carro quando passam pela porta da garagem?

11. Por que o Ronaldinho Gaúcho, com tanto dinheiro, não faz um tratamento  dentário?

12. Por que as pessoas gritam no telefone quando estão ligando para longe, ou mexem-no ao ouvdo achando que isto vai melhorar o sinal?

 

13. Por que, quado acordamos alguém, sempre perguntamos se essa pessoa estava dormindo?

14. Se a laranja se chama laranja, por que o limão não se chama verde?

15. Por que as pessoas usam bermuda e blusa de manga comprida ao mesmo tempo? 

 16. Por que abaixamos o volume do rádio no carro quando procuramos um endereço pelo número?

17. Se Deus está em todos os lugares, por que olhamos para o céu quando queremos falar com ele?

 

18. Se o gato sempre cai de pé e o pão com o lado da manteiga para baixo, o que acontece se amarrarmos uma torrada nas costas de um gato?

 

19. Por que a gente se espanta quando descobre que nossos pais fazem sexo?

20. Quem disse que a carne de Chester é de Chester se ninguém nunca viu um? Eu, pelo menos, nunca vi.

21. Por que sempre assinalamos “Li e aceito os termos…” quando instalamos um programa de computador, se na verdade não o lemos?

 

22. Por que as pessoas cismam em comprar produtos tecnológicos recém-lançados, com preço astronômico, mesmo sabendo que eles vão ficar mais baratos logo, logo?

23. Como são os nomes de Chaves e Chapolin?

24. Por que as pessoas não deixam comentários em blog’s de anônimos?



Angelical, Anticelestial.
Dezembro 14, 2007, 7:00 pm
Arquivado em: Texto em versos


Como deixei me convencer
Por um rosto de pureza angelical
Que num olhar tímido e singelo
Escondeu-se um ser anticelestial

Ao tocar seus lábios
Me vi inflamar
Como pudera eu
Reistir em ser teu?

Em teu corpo suado
Cometi meus piores pecados
De nenhum pudor
Me vi censurado

Não pude e nem quis enxergar
Que no fundo dos teus olhos
Em um poço de desejos
Me pus a afogar

Porque, meu anjo, a mim confiou
Do teu corpo sentir o calor?
De provar teu sabor?
A pureza do teu amor?



Eu, que um dia eu possa ser teu
Dezembro 13, 2007, 8:58 pm
Arquivado em: Texto em versos

Eu, que um dia possa ser teu – e te chamar de meu amor. Possa eu te ter, em meu ser, imortal. E te afogar em meus beijos, e descobrir o que há além do teu mudo olhar. E que os teus olhos, quando buscarem os meus, te declamem os versos que te escrevi. Que eu possa me envolver em teus braços, e sentir-me guardado. Que eu possa provar do teu sexo, e que quando eu provar, sinta o mais puro e único aroma. Que eu, por ser teu, seja invejado, cobiçado… Que eu seja você, e um dia, você seja eu.



Você. Sobre mim.
Dezembro 11, 2007, 7:34 pm
Arquivado em: Falando

Você não se lembra
Mas eu sim
De quando mentiras eram verdade
Eu assim fazia porque queria
Que você ficasse comigo
Eu descobri que só você me dá as escolhas
De que eu preciso para viver
Eu sempre acreditei em você
Vou fazer de tudo para te ter
Relutei muito em admitir, e resisti
Mas me dei conta de que você está acima
Pensei, mas não quis fugir
Não queria perder o controle
Que você tem sobre mim
Veja, eu já estou domesticado
Esperando teu toque em minhas mãos
Para sentir bater o meu coração
Quando olho no espelho eu só vejo você
Isso não é o bastante
Eu te quero comigo, para sempre
Jure que não vai me abandonar
Eu não vou deixar
Você já tem tudo o que precisa de mim
Eu não me importo em ser pequeno
Deixe eu me entregar totalmente
Para que você seja grande
E, esteja sempre acima.

Diógenes de Souza



Mudaram-nos
Dezembro 4, 2007, 1:23 pm
Arquivado em: Cotidiano, Texto em versos

Outro dia lembrei-me de dois amigos. E de quanto, hoje, estamos distantes…

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Mudaram tudo, não vêem?! Não sei o quê e nem como chegamos aqui.
“Alcançaremos o sempre!”, dissemos. Sem sabê-lo finito, efêmero…
O que se já foi, perpétuo é. Isto conforta, ameniza a minha parcela de culpa.
Não é nosso direito isolar-nos à felicidade, apenas. Lha juramo-nos, certa vez.
Pena, já esquecemos.



Andanças pela blogosfera
Dezembro 3, 2007, 2:31 pm
Arquivado em: Cotidiano

Em minhas andanças pelo mundo dos blogs, quando estou com o tempo livre no estágio onde trabalho muuuuuito (pense!), encontro muita coisa legal, muita gente que escreve bem pacas, alguns famosos e outros nem tanto. Mas o mérito está na escrita, nos argumentos, nas idéias…isso é o que mais conta.

Bem, no grupo dos blogs de famosos eu visito toda semana o Instante Posterior, de Bruno Medina músico da banda Los Hermanos e o de Zeca Camargo. São òtimos, recomendo a todos. No do Bruno, a postagem desta semana está muito boa, e eu decidi colocá-la aqui para que se tenha uma prévia do que se pode encontrar lá. E, claro, pelo tema que andava na minha cabeça por esses dias.

O amigo oculto

O ano era 1072 d.C. Nas gélidas terras da Escandinávia, uma brigada de soldados vikings se encontrava entrincheirada, aguardando, a qualquer momento, uma investida do exército inimigo. Em meio à escassez do rigoroso inverno, famintos e cansados, tudo o que conseguiram encontrar para lhes servir de alimento foi uma pequena presa, capaz de saciar apenas um dentre os dez homens.

Talvez sugeridos pelo efeito do arvak – um destilado semelhante à vodca – consumido em grandes quantidades para espantar o frio, ou apenas procurando um meio de aliviar o tédio e a permanente tensão, esses guerreiros nórdicos inventaram um novo – e para eles – divertido critério que pudesse determinar quem iria comer o porco selvagem: o comandante da tropa escolheria um colega para descrever, nos mínimos detalhes, e caberia aos demais adivinhar de quem se tratava. Aquele que errasse o palpite receberia um soco na cara de quem estivesse à sua esquerda. O soldado que descobrisse o nome mantido em segredo comeria o porco, mas, se o colega descrito acertasse o próprio nome,
deveria matar o homem que propôs o desafio. Nessa noite nascia o amigo oculto, que, felizmente, no decorrer dos séculos, teve suas regras reformuladas.

Tá bom, a história é invenção, mas eu sou a prova viva de que muitas vezes essa descontraída e aparentemente inofensiva brincadeira, ainda nos dias de hoje, pode acabar muito mal. Ah, o amigo oculto…. como seriam os finais de ano sem a tradicional possibilidade de ser constrangido em público, de receber um presente muito pior do que se deu e ainda perder um amigo?

Por que, dentre tantos colegas queridos, sempre escolhemos os papeizinhos em que estão escritos os nomes daqueles de quem menos gostamos ou com os quais não possuímos nenhuma afinidade? Pior ainda é quando somos sorteados por alguém que não nos conhece. No momento de ter o nome revelado para o grupo é claro que contamos com aquela rasgação de seda, faz parte, para levantar a moral e sair da festa se sentindo queridão.

O mínimo que se espera é uma descrição que realce nossas qualidades únicas e arranque palmas e lágrimas da platéia. Mas o discurso pode muito bem ser aquele manjado: “a pessoa que eu tirei é muito legal, apesar de eu não conhecê-la muito bem…”. Com uma descrição que se inicia dessa maneira, independente do desfecho, não há como ter vontade de levantar para receber o presente. Até porque você vai ter que abri-lo no meio da roda e, provavelmente, ter de fingir que gostou.

Certa vez presenciei uma amiga receber uma declaração de amor, com buquê de flores e tudo. Quando percebeu que o negócio era com ela, foi ficando vermelha de um jeito que achei que ela iria morrer. O sentimento do rapaz não era correspondido e ele sabia disso, então por que se submeter a essa humilhação pública ao melhor estilo “namoro na TV” ? O pior foi o silêncio pós-declaração. Isso sim é o que eu chamo de surpresa!

Assim como os nomes – amigo oculto, amigo secreto e amigo X (me juraram que no Espírito Santo se chama assim) – também variam as formas de realizar a brincadeira. Eu sou a favor de sorteios diferentes para amigo e inimigo oculto. Durante a faculdade, participei de pelo menos dois amigos secretos que quase acabaram como o dos vikings.

Num deles, o namorado da colega não gostou da descrição que fizeram dela. O apelido “irmã-caminhoneiro” soou mal, ele pediu explicação, o casal brigou e foi embora. A festa acabou em seguida. No ano seguinte, um grande amigo meu deu de presente à colega uma coleira de cachorro, em alusão às gargantilhas que ela costumava usar. Parece que o namorado também não entendeu e chegou a rolar uma discussão, felizmente sem socos na cara.

Para quem vai participar do amigo oculto da turma esse ano, deixo um importante conselho: não tente ser diferente ou fazer surpresas, diga o que as pessoas querem ouvir, é mais seguro. Caso no ato do sorteio você sinta que não vai ter o que dizer sobre a pessoa na hora H, melhor do que improvisar é fingir que tirou o próprio nome e pedir para escolher outro. Postado em 27/11/7.

Ah, além deste espaço, passarei a escrever para um outro blog que está sendo montado pelo meu círculo de amigos da faculdade, o Com censura.

Diógenes de Souza :D



Saída de Emergência
Dezembro 1, 2007, 8:22 pm
Arquivado em: Falando

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Quando olhei para o céu, pasmei em vê-lo azul. Toda a força que havia em mim, dizimou-se. Nada há mais de coerente, nem me impõe insistir: em realizar desejos, em extinguir medos, em sorrir de tão triste…
Só me restam os pulsos, e pouca paciência. São minha única saída de emergência.