Primeiros Passos


Não gosto de festas em família, não gosto mesmo!
Novembro 14, 2007, 9:04 pm
Arquivado em: Cotidiano

Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Sábado, 10 de novembro de 2007, casamento de minha prima Valdisney com Gesmárcio. Nomes bem exóticos, não sei de onde vem tamanha inspiração para tais, que ela nunca chegue em mim.
Festas como essa só tem um lado bom: a comida, e nessa teve bastante. Claro, algo tem que compensar o “meio-mundo” de gente chata, como primos metidos a besta que não olham na sua cara, filhos de primas sem- educação e sobrinhos desobedientes (” filhos, melhor não tê-los!”). Não esquecerei, jamais, do detalhe que me faz odiar festas em família: meus tios, irmão e pai que adoram cachaça! Cerveja, no caso. Nunca vi bebida mais plebe do que esta. Sim, meu afeto a ela não vem ao caso, e o problema não é eles beberem, mas o que eles fazem sob o efeito da bebida. Nada substitui um bom vinho chileno em taça de cristal…
Mas, voltando aos alcólatras, eu fico – a cada festa – mais curioso em descobrir o tamanho real da bexiga humana. Sim, muito curioso mesmo! Isso é fundamentado na observação participante em que presenciei pois, eu vi com meus próprios olhos, cerca de 12 pessoas beberem, desde as 20h de um sábado, até às 16 horas do domingo, litros e litros de cerveja (ou seriam toneladas?) sem parar! Acredite nisso, eu vi! Mais de 17 caixas (estou sendo bonzinho nos cálculos, certamente foi mais que isto) de cerveja com garrafas com 600ml (17×24=408 garrafas! 408×600ml=244.8 litros/12=20,40 litros/pessoa) serem devoradas como se eles estivessem vendo-as pela primeira vez.

Pois é, além da curiosidade sobre a bexiga, eu me pergunto do fígado! Quando eu estava em São Paulo, na casa de uma tia, lembro de um comercial muito legal de uma universidade (acho que se chamava São Judas) em que uma estudante falava da importância do fígado para a nossa vida. Engraçado que, no final do filme, ela dizia:” portanto, quando você for desenhar um símbolo para dizer que ama alguém, não desenhe um coração mas, sim, um fígado”. Achei fantástico o comercial, e só citei porquê, ao contemplar a “beberrança” me lembrei dele e questionei a importância do fígado para esses meus parentes (se eles ainda o possuírem hoje, pois não os vi ainda depois da festa mas, meu pai está bem) .

O pior de tudo é que a cerveja, ainda, é uma forma de provar a própria masculinidade (sim, isto ainda existe!) ou a minha.

Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Digamos que posso até ser simpático a elas, pois é aí que eu consigo refletir sobre muitas coisas, e até ajudar na educação dos meus sobrinhos : “Olhe, se não estudar, você vai se tornar isto!” (em referência aos beberrões). Para o meu pesar, talvez eles um dia se tornem iguais pelos belos exemplos, e meu esforço seja inútil, mas pelo menos eu avisei, né? Porque eu, graças a Deus, não me tornarei igual. Eu juro pelo meu fígado! :P

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1 Comentário até o momento
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Diógenes,
Achei que você é quem tinha esquecido!
Passou um tempão desaparecido!
Parabéns pelo blog novo!!! Tá ótimo!!!
Até a próxima!

Comentário por Amanda Bertoni




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