Arquivado em: Cotidiano
Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Sábado, 10 de novembro de 2007, casamento de minha prima Valdisney com Gesmárcio. Nomes bem exóticos, não sei de onde vem tamanha inspiração para tais, que ela nunca chegue em mim.
Festas como essa só tem um lado bom: a comida, e nessa teve bastante. Claro, algo tem que compensar o “meio-mundo” de gente chata, como primos metidos a besta que não olham na sua cara, filhos de primas sem- educação e sobrinhos desobedientes (” filhos, melhor não tê-los!”). Não esquecerei, jamais, do detalhe que me faz odiar festas em família: meus tios, irmão e pai que adoram cachaça! Cerveja, no caso. Nunca vi bebida mais plebe do que esta. Sim, meu afeto a ela não vem ao caso, e o problema não é eles beberem, mas o que eles fazem sob o efeito da bebida. Nada substitui um bom vinho chileno em taça de cristal…
Mas, voltando aos alcólatras, eu fico – a cada festa – mais curioso em descobrir o tamanho real da bexiga humana. Sim, muito curioso mesmo! Isso é fundamentado na observação participante em que presenciei pois, eu vi com meus próprios olhos, cerca de 12 pessoas beberem, desde as 20h de um sábado, até às 16 horas do domingo, litros e litros de cerveja (ou seriam toneladas?) sem parar! Acredite nisso, eu vi! Mais de 17 caixas (estou sendo bonzinho nos cálculos, certamente foi mais que isto) de cerveja com garrafas com 600ml (17×24=408 garrafas! 408×600ml=244.8 litros/12=20,40 litros/pessoa) serem devoradas como se eles estivessem vendo-as pela primeira vez.
Pois é, além da curiosidade sobre a bexiga, eu me pergunto do fígado! Quando eu estava em São Paulo, na casa de uma tia, lembro de um comercial muito legal de uma universidade (acho que se chamava São Judas) em que uma estudante falava da importância do fígado para a nossa vida. Engraçado que, no final do filme, ela dizia:” portanto, quando você for desenhar um símbolo para dizer que ama alguém, não desenhe um coração mas, sim, um fígado”. Achei fantástico o comercial, e só citei porquê, ao contemplar a “beberrança” me lembrei dele e questionei a importância do fígado para esses meus parentes (se eles ainda o possuírem hoje, pois não os vi ainda depois da festa mas, meu pai está bem) .
O pior de tudo é que a cerveja, ainda, é uma forma de provar a própria masculinidade (sim, isto ainda existe!) ou a minha.
Não gosto de festas em família, não gosto mesmo. Digamos que posso até ser simpático a elas, pois é aí que eu consigo refletir sobre muitas coisas, e até ajudar na educação dos meus sobrinhos : “Olhe, se não estudar, você vai se tornar isto!” (em referência aos beberrões). Para o meu pesar, talvez eles um dia se tornem iguais pelos belos exemplos, e meu esforço seja inútil, mas pelo menos eu avisei, né? Porque eu, graças a Deus, não me tornarei igual. Eu juro pelo meu fígado!
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Cemitérios com corredores cheios. De gente, de flores, de velas… Pessoas chorando e relembrando os bons momentos que tiveram com seus entes queridos e que, hoje, já não mais fazem parte de suas vidas. Estes, já chegaram à única certeza que todos nós temos enquanto ainda nos resta fôlego: a de que um dia vamos morrer.
Não entendo, até hoje, o porquê de termos tanto medo de morrer e acharmos que estamos distante dessa hora. O homem teima em querer vida eterna, mesmo sabendo que seu fim pode chegar em alguns segundos e teima também em, só na hora da morte, fazer o que já deveria ter feito antes. Não deixemos nada para depois, o depois talvez nem chegue.
Enfim, apesar de ser um dia tão nostálgico para alguns, este, para mim, representa o nascimento – ou surgimento, se você preferir – deste novo espaço. Há quase um ano entreguei-me à vida de blogueiro, mais um em meio há milhares que clamam, diariamente, por um comentário que eleve qualquer auto-estima ao pico da glória pessoal e o faça se sentir empolgado a escrever mais e mais…
O nome e a imagem do cabeçalho pode soar um pouco triste ou deprê. E foi exatamente por isso que eu os escolhi. Justamente porquê, naquelas horas em que me encontro sozinho e tenho uma caída de ânimo é que me vem a inspiração e, então, me ponho a escrever. Mas não necessariamente coisas que reflitam este momento tão melancólico.
Primeiramente, vou transcrever o que já havia sido postado no outro espaço e, gradativamente, colocar coisas novas que estavam só esperando este novo lugar.
A todos, minhas boas-vindas! Espero que este blog me ajude naquilo que coloquei como meta em minha vida pessoal e profissional.
Sintam-se cumprimentados, da melhor forma!
Diógenes de Souza


